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publicado por Helder, em 29.03.11 às 22:10link do post | | | favorito

O que fazer numa daquelas noites de luar em que o cortex cerebral não se quer refrear de divagar a toda a força, a veia poética se dilata e o sentido do rídiculo é perdido algures pelo meio? Pegar em papel e pena, ou o equivalente para este século que encontrei, computador e teclado, e deixar as dissertações idiossincráticas nocturnas fluir. E na língua inglesa tudo fica sempre bem.. Por isso sem mais, o autor deste triste blogue, apresenta as suas tentativas nocturnas numa faceta desconhecida: a de poeta (ou aspirante a tal condição):

 

A love so crystal pure

held in high regard with profound allure

by every passionate lover dove.

Held up high in the skies,

touched by the powers from above

of unknown nature to the human eyes.

 

Such sentiment I seek,

avidly roaming throughout East to West,

Through the corners of this Earth bleak,

But only feeble passion or lust find at best.

 

Alone I am in the rotten delusion of life.

My fierce beating heart draws tempo

to an aria of sorrow,a requiem hurts as a knife.

Classical loneliness and bohemian interludes,

my whole self is a staggering symphonic mess.

 

Who can bring to this soul

the hitherto inexperienced gift from within?

While hearts languish still for lusty foul,

There cannot be lovers without sin.

 

And that's all folks! Pelo menos por agora, porque nunca se sabe quando me lembrarei de regurgitar poesia tão acabrunhadamente aberrante, tendo pelo menos como consolo que se não roça os píncaros da genialidade, pelo menos se eleva acima da poesia de casa de banho.

sinto-me: a levitar no lado negro da lua
música: Queens Of The Stone Age - Lullaby

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publicado por Helder, em 18.02.11 às 13:39link do post | | | favorito

Senhoras e senhores, damas e cavalheiros: É oficial. O oitavo àlbum dos Radiohead já foi lançado! "The King of Limbs" é o nome do disco que tem o seu título retirado de um carvalho com mais de mil anos em Inglaterra e já pode ser comprado em versão digital. Ou se forem puristas, encomendar uma edição de luxo que contém os discos em vinil, CD e muito artwork. Não é o meu caso, confesso que nunca toquei sequer num gira-discos.

Acabei de fazer o download da versão digital e encontro-me de momento a fazer a degustação desta novo lançamento daqueles que são para muitos (eu inclusivé) a melhor banda da actualidade. E as primeiras impressões são que de forma alguma este álbum desilude; muito pelo contrário, parece que  a banda de Thom Yorke traçou mais uma rota no caminho da experimentação sonora ao estilo de Kid A, Amnesiac e com uma pitada de In Rainbows.

Mas como palavras são parcas para descrever esta forma de expressão artítisca, deixo-vos com um vídeo de "Lotus Flower", música nova. Podemos ver Yorke, o meu alien favorito, na sua forma "atrofiada" de sentir  e disfrutar a música.

 

 

sinto-me: In Rainbows...
música: Radiohead - Lotus Flower

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publicado por Helder, em 30.01.11 às 21:43link do post | | | favorito

Por vezes nesta pacata vida minha encontro-me perante situações que trazem a lume o quanto de nostálgico e saudosista tenho. Situações do foro quotidiano, que passam despercebidas pela sua banalidade.

Não fiquem com a ideia errada após esta introdução pomposa: no meu primeiro desabafo do ano da graça do Senhor de 2011, não vou discutir filosofias pré-socráticas; vou falar sobre a extensa colecção de brinquedos da minha infância que ainda possuo.

Numa vulgar conversa com colegas, noto que no que toca a apego por objectos pessoais, há pessoas que demonstram pouco e não tem problema em livrar-se de toda e qualquer tralha inútil que esteja a ocupar espaço, e as pessoas que demonstram apego às tralhas inúteis e não se conseguem desfazer de tais bagatelas de ânimo leve. Como deverá ser já por demais óbvio, eu incluo-me no último grupo.

Como tal tenho os armários a abarrotar de brinquedos dos áureos anos da minha infância. Action Man, Lego, Micromachines, Nintendo e claro os conjuntos Playmobil! Sem qualquer desprimor para o kit de magia Borras, o projector do Mickey Mouse, a máquina de pinball ou os carrinhos telecomandados. Coisas que certas pessoas (leia-se a minha mãe) tentam por todos os meios persuadir-me a deitar fora. Tais argumentações caiem em saco roto pois é simplesmente mais forte que eu; não consigo dizer adeus aos meus berloques.

Mas vamos ao busílis da questão que é a interpretação auto-psicográfica sobre o porquê de eu ser assim ( a piéce de resistance de todo este acabrunhado texto, sem a qual este roçaria o ridículo de um indivíduo de vinte anos enumerar os seus brinquedos de tempos idos).

Manifesto especial apreço a vulgares objectos que em nada me seriam úteis na actualidade, porque que de facto toda essa quinquilharia me traz memórias do passado. Um passado bem mais simples, sem preocupações mundanas, apenas inconscientemente e salvaguardado pela bênção da ignorância, vivendo o momento. E que fazia essa criança em planos metafísicos desconhecidos pelo museu do Playmobil? Simplesmente, brincava. E sorria. A nostalgia da infância que Pessoa apregoava não me é de facto estranha. Por alguma razão, Pessoa foi como o meu louco favorito.

E quem de facto vive olhando para o passado, não deve viver realmente o presente, apenas passa por ele, caminhando de costas voltadas para o futuro. O que quererá dizer aquilo que já suspeitava, não sou feliz.

Não equivale a dizer que sou infeliz, apenas que não sendo actualmente nem uma coisa nem o contrário, vivo com alguma indiferença estóica o que é mau porque me coloca numa linha de pensamento que mais tarde ou mais cedo me levará a questionar o sentido e o valor da minha vida. E dito de forma simples, a ataraxia e a apatia são formas muito secantes de viver a vida.

Mas não façam grande caso do que agora escrevo; quem sabe na inconstância constante que é o meu estado de espírito, amanhã lerei estas palavras como estranhas a mim próprio, sorrirei e munido de hedonismo, partirei em busca do prazer de viver.

sinto-me: Melancólico...
música: Smashing Pumpkins - Mellon Collie and the Infinite Sadness

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publicado por Helder, em 30.12.10 às 14:57link do post | | | favorito

A saga Legend of Zelda é uma das mais antigas, emblemáticas e influentes no mundo dos videojogos. Uma das jóias da coroa da gigante japonesa Nintendo, a lenda começou a 8-bits em meados dos anos 80. Na época era o mais ambicioso jogo de aventura jamais criado, com uma progressão não linear num mundo enorme, o reino de Hyrule. Vestindo a pele do elfo Link de orelhas pontiagudas e túnica verde, o jogador tinha de explorar e tentar encontrar o seu caminho por cavernas, castelos e catacumbas, e encontrar itens que o ajudassem na sua missão, salvar a princesa Zelda e o reino de Hyrule. Tão grande era a tarefa em mãos, que se tornava impossível completá-la numa só sessão de jogo, pelo que The Legend of Zelda foi dos primeiros jogos com memória no cartucho disponível para salvar o nosso progresso e continuar mais tarde.


 

Nintendo NES (1986) > The Legend Of Zelda


O jogo foi um grande sucesso a nível mundial e as sequelas não demoraram a chegar. Não houve uma consola da Nintendo lançada desde então que não tivesse pelo menos uma nova iteneração do franchise e a qualidade destes jogos atingia novos patamares de excelência. Destaco The Legend of Zelda: A Link to the Past para a Super Nintendo, o mítico The Legend of Zelda: Ocarina of Time para a Nintendo 64 que levou a cabo a ambiciosa tarefa de transpor o jogo para 3D ou mais recentemente The Legend of Zelda: Phantom Hourglass para a Nintendo DS.

Mas o jogo de que vos quero falar hoje é Twilight Princess, de longe o Zelda que mais me marcou. Lançado em 2006 para a Nintendo GameCube e Wii,o jogo pretendia satisfazer os fãs que pediam um Zelda mais realista e sóbrio, depois da explosão de cores dandy fruto da técnica cell- shading que havia sido The Wind Waker. E esse objectivo foi cumprido, e com estilo. Um estilo noir e quasi-burtonesco, um aspecto gráfico realista e mais conservador e o Link mais adulto até à data. Finalmente a tecnologia permitia uma realização artística desta natureza através das capacidades avançadas da Nintendo GameCube bem evidenciadas neste jogo. Twilight Princess foi a canção do cisne, a despedida da consola cúbica em grande estilo e a entrada em cena da Wii, a nova aposta da companhia de Quioto.



The Legend of Zelda: Twilight Princess (2006)


Há algo de muito especial em Zelda: a imersão do jogador no jogo. Esta é potenciada pela personagem principal Link (que pode ser renomeada com o nosso nome) e a sua personalidade ou falta dela. Link é o herói dos arquétipos,corajoso,bondoso,calmo, o orfão de proveniência desconhecida adorado por todos, que vive sozinho numa casinha de madeira numa pequena aldeia nos confins do reino. Em Twilight Princess trabalha no rancho de Ordon com a ajuda da sua fiel égua Epona, as crianças adoram brincar com ele e Ilia, a filha do prefeito cora sempre que o vê- umas nuances de romance teenager que aligeiram a história.

Mas talvez a maior particularidade de Link seja que toda a gente fala com ele e ele ouve pacientemente sem retorquir. Link não fala. Será mudo? A narrativa nunca tentou sequer explicar-nos isto, mas aparte de uns “huh”, “hey” entre outras onomatopeias, Link é caladinho e submisso. A razão para isto para mim é clara e é um dos chavões que fazem do franchise o que ele é ainda hoje em dia: O facto de Link não falar, cria um vazio na sua personalidade, um herói desprovido de ego, vazio esse que subconsciente e intuitivamente o jogador preenche com o seu. Porque todos nós queremos ser Link, confesse-mo-lo. Link é o elo, a ligação entre o jogador e o universo do jogo. Passadas umas semanas a jogar a sério Twilight Princess, ele havia de facto penetrado na minha mente, passava os dias a pensar no que se seguiria no jogo, sonhava com soluções para os puzzles das dungeons e nos meus sonhos eu tinha cabelo louro, orelhas pontiagudas e uma túnica verde. Sim, pode-se dizer que fiquei bastante apanhado pelo jogo.

É difícil explicar mas a maior arma que temos ao nosso dispor em Zelda, não é a espada, o arco, as bombas, a bola e a corrente, o boomerang entre outras que teremos a oportunidade de usar, mas sim o raciocínio lógico. Porque a maior parte da acção decorre em espaços confinados a que os veteranos de Zelda chamam dungeons. Podem ser cavernas, castelos, catacumbas, cidadelas flutuantes no céu (estou a revelar demasiado com esta!) que no fim tem um inimigo poderoso para defrontar-mos e um item que nos permitirá prosseguir na aventura em dado contexto. Portas que não abrem sem uma dada chave, engenhos que reagem ao nosso peso, pontes móveis numa dada cadência, um calhau não é colocado ao calhas numa dungeon, e cabe-nos a desvendar o fio à meada e revelar o novelo em sequência. O aspecto do combate, é giro sim senhor, sobretudo se jogarem a versão Wii como eu, que tem controlos por movimentos adaptados, mas depressa se aperceberão que é secundário. Não se perde muitas vidas em Zelda (a não ser que sejam nabos), os bosses são facilmente derrotados uma vez descoberto o seu ponto fraco, excepção seja feita ao penúltimo e último, mas esses tinham de dar algum desafio.

Em Twilight Princess temos uma dimensão paralela, o Twilight Realm e o seu misterioso rei Zant que pretende fundi-la com a nossa, e da luz e do crepúsculo criar a verdadeira escuridão. Link ao entrar nessa dimensão das trevas, transforma-se em lobo, o que pode ser um perfeito disparate, mas é bastante interessante de se jogar e conhece uma estranha criatura chamada Midna que o irá ajudar ao longo da história. O Twilight Realm contrasta com o mundo de Hyrule, em Hyrule tudo é vivido e verdinho, no crepúsculo a palete de cores é bem mais mórbida, tudo é triste e decadente, quase como se entrássemos num filme do Tim Burton.

Para mais detalhes da história, nada como jogar Twilight Princess e apreciar esta obra-prima dos videojogos, que anos passados desde o lançamento continua imprescindível a qualquer possuidor de uma Wii e a um preço bem simpático. A versão GameCube se forem puristas, também pode ser, se bem que deve custar agora um preço um tanto exorbitante, uma vez que deixou de ser produzida e é artigo de coleccionador.

sinto-me: Com vontade de jogar..
música: Apocalyptica - Zelda Main theme

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publicado por Helder, em 06.12.10 às 16:05link do post | | | favorito

Comemorou-se recentemente uma mórbida efeméride: À 30 anos atrás, no fatídico dia 4 de Dezembro de 1980, morria o primeiro-ministro de Portugal Francisco Sá Carneiro, num trágico acidente de aviação a bordo do pequeno Cessna. Com ele seguiam a sua companheira Snu Abecassis, o ministro da Defesa Adelino Amaro da Costa e sua mulher, o chefe de gabinete do primeiro-ministro e os dois pilotos. Todos morreram também. De facto, deste incidente, nada há a comemorar.

 

Depois da inesperada tragédia, do incontornável celeuma político e social que se seguiu, do homem que era Sá Carneiro, passou a existir somente o mito. O mito é algo genuinamente português, tem traços de sebastianismo indeléveis. Sá Carneiro era o filho pródigo da nação que iria conduzir o povo à terra prometida, exultado post-mortem por todos, mesmo os antigos adversários políticos, e que havia de forma vil e cobarde sido assassinado e impedido assim de cumprir o seu destino. Mais coisa, menos coisa é isto que ainda passará pelas sinapses de muito boa gente até nos nossos dias. Temos sempre as pessoas em muito boa conta quando estão mortas; os vivos é que são todos uns energúmenos.

 

Longe de mim querer julgar o carácter político de Sá Carneiro, até porque não sinto ter legitimidade para o fazer. Sá Carneiro foi um político num Portugal distante que já não existe mais, um país que nunca conheci. Mas, e julgo que aqueles que me leiam entenderão, não será já demais os enaltecimentos, homenagens e demais elevações daquela alminha à categoria de semi-Deus e salvador da pátria? Periodicamente, o próprio partido que Sá Carneiro criou, traz de volta a mesma lenga-lenga para os eleitores mais nostálgicos, usando a memória do dito-cujo como estratagema político.

 

No entanto, devo dizer que não sou completamente adverso ao mito. Se pensarmos na faceta mais pessoal de Sá Carneiro, a sua relação extra-conjugal com a sueca Snu Abecassis, que ele não fazia intenção de esconder de ninguém e levou avante contra tudo e contra todos, num pequeno país ao mar plantado, conservador e católico, no início da década de 80, aí sim, o mito tem o seu quê de fascínio e podemos pensar nele não como um político, mas um interessante ser humano.

 

No fundo, o que acho é que ao fim de todos estes anos já era hora de o estado português cumprir o seu dever para com Sá Carneiro, Amaro da Costa e restantes vítimas. Ou seja, apurar a verdade e nada mais que a verdade deste imbróglio. Um primeiro-ministro morre em circunstâncias dúbias e ao fim de 30 anos, 8 comissões de inquérito de iniciativa parlamentar, a própria prescrição do eventual crime, não se sabe se foi um acidente ou um atentado. Sá Carneiro é o J.F.K português, com a agravante diferença que pelo menos os americanos arranjaram um bode expiatório para o caso. Deram-lhe a chamada closure, a qual as teorias da conspiração puderam dar o seu seguimento, mas pelo menos, existe a tal explicação oficial e o fantasma de J.F.K no espectro político amansou. O mesmo não pode ser dito do caso Camarate, tendo o fantasma de Sá Carneiro sido invocado de tempo a tempos à esfera política.

 

Fala-se actualmente na constituição de uma nova comissão de inquérito, desta feita seria a nona, para esclarecer o caso de uma vez por todas. Enquanto aplaudo a incessante busca pela verdade, não deixo de me questionar, se de facto ela for encontrada, o que faremos? Os crimes prescreveram.

 

Depois penso que à sua maneira, a maioria de nós, vulgares cidadãos, já chegou a alguma versão aproximada da verdade. A minha é assim:

 

Em primeiro lugar, sim foi um atentado. Sá Carneiro contudo, estava simplesmente na hora errada, no sítio errado. O verdadeiro alvo do engenho explosivo implantado na pequena avioneta era Amaro da Costa, o ministro da Defesa. O primeiro-ministro pretendia ir para o Porto para o comício do candidato presidencial apoiado pelo seu partido com as presidenciais à porta. Candidato esse que segundo Vasco Pulido Valente “tinha o encanto político de uma lista telefónica”. Pela primeira vez concordo com ele, mas é engraçado notar que mesmo pode ser dito acerca do amigo Vasco enquanto comentador político. Mas voltando ao que interessa, Sá Carneiro iria ao Porto para tentar o impossível, salvar o candidato presidencial de uma derrota mais que certa contra Ramalho Eanes. E para esse efeito tinha reservado voo na TAP, só tendo à ultima hora e a convite de Amaro da Costa decidido embarcar no Cessna. Era Amaro da Costa quem estava previsto ir naquele avião.

 

Em segundo lugar, Amaro da Costa vivia visivelmente assustado nas últimas semanas, tendo sido mesmo visto levando para toda a parte que ia, um revólver. E Amaro da Costa não era uma pessoa que normalmente andaria armada, muito pelo contrário. Isto é que nos conta Freitas do Amaral, ministro dos Negócios Estrangeiros na época. Ao que parece, o ministro da Defesa estaria a investigar um dossier particularmente soturno que envolvia um fundo de milhões de contos das forças armadas, criado para financiar a guerra colonial, fundo esse que curiosamente ainda se mantinha em pleno ano de 1980, findada estava a guerra e o regime autoritário. Alguém no seio dos militares, certamente alguém com uma patente elevada, estava a usar o dinheiro desse fundo e o bom nome do estado português para um esquema de tráfico de armas com clientes como o Irão, a Líbia e a Indonésia, países pouco recomendáveis . É esta a verdade com que se deparou Amaro da Costa e a razão pela qual tinha que ser silenciado. E assim foi, embora com danos colaterais algo inesperados como a morte do primeiro-ministro.

sinto-me: Triste com o país
música: Pink Floyd - Learning to Fly

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publicado por Helder, em 30.11.10 às 23:13link do post | | | favorito

Julian Assange está a tornar-se o inimigo público nº1 do governo dos E.U.A. A diplomacia norte-americana está em crise e a secretária de Estado Hillary Clinton em particular, ficou muito mal na fotografia. Pobre Hillary! O matemático,físico, programador e ex-hacker australiano voltou a fazer das suas.

 

Ao que parece o mais recente projecto do activista da Web – o WikiLeaks – tem vindo a trazer ao conhecimento do público certos documentos secretos que demonstram o desrespeito dos nossos amigos yankees pelos direitos e soberania dos outros. Há alguns meses, tivemos revelações atrozes sobre verdadeiros crimes de guerra cometidos no Iraque e Afeganistão, que foram claro está, abafados pelas altas chefias militares. Torturar prisioneiros de guerra com choques eléctricos nos orgãos genitais, matar civis inocentes e coisas similares passariam incólumes. É o velho lema do “Don't ask, don't tell”.

 

Esta semana o WikiLeaks voltou à carga, naquela que é considerada a maior fuga de informação confidencial de todos os tempos. Senão vejamos:

 

  • Os E.U.A apoiaram financeiramente o PKK, um partido terrorista da Turquia;

  • Os serviços secretos norte-americanos estavam destacados, pelos vistos por ordem directa de Hillary para espiar líderes mundiais como a chanceller alemã Angela Merkel ou mesmo o secretário-geral da Nações Unidas, Ban Ki-Moon;

  • Opiniões pouca abonatórias de Vladimir Putin e Silvio Berlusconi: um é autoritário e controla a Rússia através do seu fantoche na presidência, o outro é machista e “dá festas selvagens”.

  • Tentativas de negociações com diversos países da América Latina com um objectivo comum: afastar Hugo Chávez do poder na Venezuela.

  • A China de facto orquestrou um ataque aos servidores da Google para espiar empresas e governos ocidentais.

  • O rei da Arábia Saudita apela aos E.U.A para invadirem o Irão. Segundo ele, se o Irão desenvolve armas nucleares, todos os países na região farão o mesmo. Uma invasão militar peremptória parece uma menor ameaça que um Irão nuclear, ideia que é partilhada por governantes de países como os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein;

  • O senhor da Líbia, Muammar al-Gaddafi, é “extremamente dependente da sua enfermeira, uma loura voluptuosa”.

 

Com menor ou maior impacto no xadrez político mundial, a verdade é que todas estas declarações causam algum embaraço à administração Obama. Talvez seja mesmo assim que se faz a política externa de uma super-potência, mas para o público em geral, não habituado aos bastidores destes fait divers, estas informações parecem maná caído do céu; daquele que podemos usar para juntar à lista de “porquê que os americanos são uma vergonha” e prontamente debitar numa qualquer conversa de café. Fica sempre bem. Obrigado, Julian Assange.

sinto-me: inebriado por fait-divers!
música: Supertramp- Cannonball

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publicado por Helder, em 23.11.10 às 00:23link do post | | | favorito

Quem me conhece, já devia imaginar que um post como este, iria eventualmente surgir no blog. Longe de mim queria elevar o status deste blog a um cantinho de geeks e tecnocratas; pretendo ser bastante simples, incisivo e pouco entediante. Confusos?! Não, não vou falar sobre a minha vida amorosa, o tema de hoje é o sistema operativo Linux.

 

Para a maioria das pessoas o conceito de sistema operativo (SO) não é bem claro e continua a ser sinónimo de Windows, a galinha dos ovos de ouro de uma certa empresa de Redmond. Para uma percentagem bem mais reduzida o conceito é mais familiar e foi o que os levou a comprar computadores de uma empresa de Cupertino com nome de fruta. Para uma ainda mais ínfima percentagem, o Linux é o sistema de eleição que não pertence a empresa alguma, tem como mascote um pinguim ligeiramente obeso e foi criado por um estudante finlandês nas horas vagas. A esta ultima minoria, eu desde já saúdo e dou as boas vindas, os meus camaradas de “luta”.

All hail Tux, the King!

 

O Linux começou em 1991, o que faz dele o mais jovem dos três grandes SO's (Mac, Linux e Windows), quando um estudante da Universidade de Helsínquia chamado Linus Torvalds, constatou que precisava de um sistema operativo para os seus trabalhos académicos e os disponíveis na altura eram simplesmente demasiado caros para um mero estudante. Por isso nada melhor que arregaçar as mangas e começar a criar o seu próprio.

 

Claro que não começou do zero, e por isso o Linux é baseado em Unix e Minix, ou seja, traduzido para leigos, tem uma base sólida como rocha que assenta em sistemas antigos do tempo em que os computadores ocupavam edificios inteiros, usavam ampolas de vácuo e cartões perfurados e os primeiros bugs eram mesmo insectos que habitavam dentro da colossal maquinaria e por vezes davam algum transtorno aos engenheiros. O Unix em particular ,que também é a base do afamado MacOS da tal empresa com nome de fruta do pomar, é responsável pela estabilidade, flexibilidade e rapidez a que estes sistemas nos habituaram. O Linux (e o MacOS) tem os melhores alicerces com que um SO poderia sonhar.

 

Como o próprio Linus afirmou uma vez, esta brincadeira de crianças começou como um passatempo, e só para geeks. Nunca passou pela cabeça ao jovem Linus fazer dele um negócio e ficar milionário, nem tão pouco que seria intuitivo de usar pelo comum dos mortais que adora ícones e janelas e foge de uma linha de comandos como o diabo da cruz. Durante muito tempo permaneceu um projecto amador e inacessível ao comum utilizador, mas hoje em dia é a base de negócios bem rentáveis, de empresas multinacionais, e tornou-se de utilização mais trivial ainda que o seu congénere de Redmond.

 

O Linux é gratuito para qualquer pessoa usar e modificar, desde que deia crédito ao criadores originais, facto pelo qual existem dúzias de diferentes distribuições que respondem a diferentes necessidades. O seu código é aberto para qualquer programador competente o ver, não é nenhum segredo de estado ao contrário dos sistemas das empresas de Redmond e Cupertino. Existem, no entanto empresas como a IBM, a Novell, ou RedHat que “vendem” Linux, o que pode parecer um contra-senso. Mas não é; A IBM por exemplo vende servidores ou supercomputadores para o mercado empresarial que usam Linux, a Novell fornece contratos de assistência técnica a empresas que querem um bom SO, mas não podem perder eles próprios tempo a tentar resolver qualquer problema técnico que eventualmente surja e a RedHat especializa-se em criar sistemas bastante específicos e fiáveis para uma clientela com necessidades bastante especificas e exigentes – o seu maior cliente é o exército dos EUA, por exemplo.

 

Mas para o vulgar utilizador doméstico, sim caro leitor, o sistema do pinguim existe em diversas variantes (distribuições) e quase todas de borla. E a assistência técnica também, se a soubermos procurar. Em vez de ligar para uma qualquer linha de suporte técnico, temos fóruns, canais de chat e claro o incontornável Google. Em suma, existe muito geek bem intencionado disposto a ajudar por essa Web fora.

 

Já falei que o SO é de código aberto, que para os fins que nos interessam é totalmente gratuito, mas ainda não muito do que realmente o distingue dos seus congéneres comerciais: A liberdade que temos ao usá-lo. Liberdade que começa pela escolha de uma distribuição. As mais importantes para uso doméstico (no seu PC ou mesmo no seu Macintosh, que marketing à parte é um PC à mesma!) são Ubuntu, Fedora, OpenSuSE, Mandriva, PCLinuxOS, Sabayon, MEPIS, Debian, Arch, Puppy ou mesmo o nosso Caixa Mágica, portuguesinho de gema. Eu,pessoalmente uso o Mint que é um derivado da distribuição Ubuntu. Uma distribuição não é mais que uma refeição prête à manger com uma selecção de alguns dos melhores softwares de código aberto juntos para formar um sistema coeso e completo. Pois no mundo do Linux, existem sempre alternativas a um software. Um exemplo flagrante são os ambientes gráficos (desktop environments) como o Gnome e o KDE, pois algumas distribuições vem com um determinado ambiente e outras com outro. Caso use Mac ou Windows não está habituado a fazer tal escolha. O seu Windows tem uma barra de tarefas no fundo, um botão iniciar e ícones na esquerda, enquanto o seu Macintosh tem uma dock com os ícones das suas aplicações favoritas no fundo, uma barra para exibir os menus das aplicações no topo e ícones à direita. Não devo estar muito longe do seu ambiente de trabalho actual, pois não? Tem claro algumas opções de personalização mas que são limitadas porque o software que trata do aspecto do seu ambiente de trabalho é uno com o SO e não pode substituí-lo por uma alternativa. No reino do pinguim, isso não acontece porque lá no fundo o Linux não deixou de ser a linha de comandos que era há quase vinte anos, simplesmente escondeu essa faceta feia e antiquada com diferentes máscaras, ou seja ambiente gráficos, que definem a forma como interage com o sistema e são radicalmente diferentes, o que torna difícil que eu consiga adivinhar o aspecto seu ambiente de trabalho tão facilmente como fiz ainda há pouco. Nunca terá de lhe ver a verdadeira cara, deixe-se deslumbrar com as máscaras e as infindáveis possibilidades.

Um exemplo do ambiente KDE Um exemplo do ambiente Gnome

Ambientes KDE e GNOME, respectivamente. Há grande variedade no ecossistema do pinguim.

 

 

 


Isto tudo para dizer que actualizei o meu Linux Mint 8 (nome de código: Helena) para a versão 10 mais recente ( Julia).Como me alongo tanto a escrever quando o tema é tão fascinante!


Adeus Helena, serviste-me bem mas a tua hora chegou. Bem-vinda Julia, o futuro pertence-te.

sinto-me: Muito geek..mas não sou,porra!
música: Moby - Bodyrock

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publicado por Helder, em 12.11.10 às 18:36link do post | | | favorito

Eu poderia dizer que apesar dos arautos de liberdade que este nosso séculozito XXI parece ter atingido, vivemos numa distopia Orwelliana camuflada, numa realidade controlada ao mais ínfimo detalhe para nos manter na corrente de pensamento vigente, sem dar-mos por isso e vivermos incautos e felizes as nossas existências.

 

Podia, mas soaria demasiado cliché, a ideia já não é nova e o filão já deve ter sido suficientemente bem explorado pela literatura, música, cinema e demais artes. Para além que, de facto não acredito verdadeiramente nisso. Contudo gosto sempre de idealizar cenários hipotéticos e quanto mais sombrios melhor.

O livro “Nineteen Eighty Four” de George Orwell é uma referência incontornável na minha modesta prateleira. Orwell, homem de vincadas convicções políticas, imaginou uma sociedade autoritária, na qual o poder (como aliás, em qualquer outra) era obtido pela combinação do medo, ignorância e ódio.Mas a IngSoc leva as coisas ainda mais longe do que qualquer regime que exista. Ao lado deles, Mao Tse-Tsung, Estaline e compinchas são uns meninos. Não se limitam a controlar os actos dos seus concidadãos, aventuram-se também nos pensamentos. Ao providênciar a figura do grande líder que todos devem amar (O Big Brother, e depois há gente que estranha que eu não goste do programa!), e o mesquinho rival para odiar (Goldstein), para além de um nova língua (o Newspeak) que pretende ser o mais simples possível e eliminar toda e qualquer palavra que remeta aos conceitos de resistência, liberdade e similares e até a repressão do próprio instinto sexual, exercem um controlo total no espírito crítico, que qualquer um prontamente nega as leis da Física de um dia para o outro, a história é reescrita como ao Big Brother aprouver sem qualquer objecção. 2+2 hoje podem ser 5 e amanhã 6. Aliás, amanhã todos jurarão a pés juntos que 2+2 sempre foi 6, nunca na vida 5, quanto mais 4. O ser humano deixa de o ser para passar a ser uma amorfa multidão em falsa concórdia, uma espécie de gado.


Em todas as casas, pelo menos um tele-screen. Ou mais. É melhor e o Big Brother gosta mais de ti. O malfadado dispositivo idealizado por Orwell, tem duas grandes finalidades: emissão televisiva constante com propaganda (e não, não pode ser desligado nem mudar o canal!) para a rotineira lavagem cerebral, e controlo e vigilância 24h por dia, fruto da câmara e microfone incorporado. O fim da privacidade. Só é pena que ainda não leia os pensamentos, mas eventualmente os engenheiros do Big Brother lá chegarão.


E aproxima-mo-nos assim do busílis da questão: A privacidade que deixou de existir em Airstrip One, Oceania, 1984, também nesta primeira década do novo século está a desaparecer. E por voluntária vontade dos comuns mortais, devo acrescentar. Sim, meus amigos, é agora que vou dizer mal do Facebook!

 

O Facebook não é a primeira rede social da Web, mas é a primeira que atinge proporções mediáticas tão grandes, que me começo a questionar se o mundo não estará a ficar louco. Essa coisa -tenho que reconhecê-lo- causou a maior agitação por toda a World Wide Web desde a introdução do conceito da Web 2.0 e nem o Dalai Lama, nem a rainha Isabel II parecem escapar a esta febre pandémica, que a meu ver se afigura como uma ameaça mais séria à ordem mundial que a gripe suína. Nos dias que correm, toda a gente “tem” que ter um perfil na coisa, caso contrário passa a ser uma anomalia no sistema, um glitch incómodo à espera de ser solucionado. Porque a pergunta que eu faço é “Por que raio devo eu ter Facebook?” e a restante matilha pergunta exactamente o oposto, “Porque raio é que não hás-de ter Facebook?”. E assim temos milhões de pessoas viciadas em “likes”, em "walls", em álbuns de fotos de momentos entre amigos partilhados com uma audiência de milhões, em jogos que de tão básicos, pouco desafiantes e desinteressantes recuso-me a reconhecê-los como jogos com jota grande, e sei lá que mais. No meu tempo havia formas tão interessantes de se perder tempo em frente a um computador! Como não sou utilizador da dita rede, posso olhar para ela com algum distanciamento, e de facto quando vejo “through the looking glass” não me parece ver uma rede social, mas uma massiva base de dados de detalhes insignificantes por si só, mas que no compto total, permitem estabelecer tendências e padrões sobre todos nós, um útil catálogo para qualquer empresa de consultoria, marketing ou mesmo governos e suas agências dúbias. O CIA World Factbook parece coisa do passado, e as teorias da conspiração absurdas que a NSA tentava controlar e espiar por toda a Internet ganharam uma nova forma no presente. Eles agradecem a todos vós por terem agregado tamanha base de dados num só local, o que lhes facilitará a tarefa. Se vivemos na sociedade da informação, e informação é poder, porque soará tão estranho ao meus caros leitores, que a informação seja a nova divisa? Pois ela é deveras a nova moeda, da qual inadvertidamente resolvem abdicar e oferecer ao Sr. Mark Zuckerberg, fazendo dele o mais jovem bilionário de sempre.

 

Haverá ainda privacidade? Terá a influência do Facebook limites? Estará neste momento uma agência governamental de contornos turvos a construir um supercomputador do tamanho da Escola de Ciências da U.Minho para avaliar o coeficiente de correlação de pessoas que excluem a carne de porco da sua dieta e gostam de construir engenhos nucleares artesanais como passatempo? Será este post todo uma parvoíce pegada? São tudo questões a carecer de uma boa resposta. Existe porém uma certeza reconfortante: O Big Brother ama-nos e nós a ele!

 

Nineteen Eighty-Four

Ladies and gentlemen, without a safety net,

I shall now perform an Orwellian flip-flop,

I shall now amputate, I shall now contort,

Because down is the new up! What is up, buttercup?

 

 

 

 

 

 


sinto-me: muito filosófico...
música: The Velvet Underground- Femme Fatale

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publicado por Helder, em 29.10.10 às 16:26link do post | | | favorito

Dois anos é muito tempo. Mesmo.

 

Em Outubro de 2008, quando tive a ideia de criar este blog, era eu um caloiro recém-chegado ao templo do saber que é a academia minhota. Era um ingénuo indivíduo que nada sabia do novo mundo em que havia caído subitamente, quase como a Alice cai na toca do coelho e encontra o País da Maravilhas. Mais coisa, menos coisa. O País das Maravilhas é um local que para um recém-chegado nada parece fazer sentido, digo ex-aequo da U. Minho.

 

Mas depois, fui-me “enturmando” como diriam os nossos compinchas do outro lado do oceano. E para tal, muito contribuiu os sagrados ritos da praxe académica. Por todos os seus aspectos menos agradáveis, a praxe tem uma grande benesse: a integração tanto apregoada pelos praxantes, funciona realmente. Pelo menos, comigo resultou. Falo assim, porque conhecendo o meu carácter reservado, melancólico e introvertido melhor que ninguém, duvido muito que conhecesse os meus colegas tão bem como agora conheço.

 

A vida continuou, o meu ano de caloiro já é uma memória distante que agora guardo com nostalgia. Depois, o meu sophomore year ou segundo ano, passou a correr e quando dou por mim, estou no 3º e último ano da Licenciatura em Biologia Aplicada e sou agora um Doutor praxante. Tudo isto parece saber bem ao ego, saber que já cheguei até aqui com um percurso não imaculado mas razoável ( as duas cadeiras em atraso atormentam-me ainda), mas contudo, tenho uma grande responsabilidade naquela que será uma das fases mais exigentes do meu percurso académico. Ora vejamos, projecto (dentro ou fora da universidade?), acabar todas as cadeiras com uma nota decente, fazer de nanny a uns meninos 2 anos mais novos que eu (ou por vezes ser o Mefistófeles das vidinhas deles!), escolher um bom mestrado e fazer os possíveis e impossíveis para não ir parar ao desemprego.

 

E acabo aqui este recapitular necessário para colmatar a minha ausência prolongada da blogosfera.

sinto-me: Nostálgico como de costume!
música: Potion approaching - Arctic Monkeys

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publicado por Helder, em 28.10.10 às 18:29link do post | | | favorito

Olá. Resolvi voltar, depois de dois anos no limbo e de uma morte blogística prematura. É uma segunda tentativa de levar o meu pequeno projecto de regurgitamento intelectual criativo a bom porto. Desta feita com mais ímpeto do que outrora, porque, sejamos francos, algo correu terrivelmente mal da primeira vez.

O meu dilacerante espírito auto-critico -quiçá auto-destrutivo – levou a melhor sob a minha vontade. Depois da primeira entrada no blog, nenhum texto, crónica, desabafo era bom o suficiente para que me permitisse a partilhá-lo com o mundo. Elevei em demasia os meus standards e desisti da empreitada por completo; é o travo amargo do perfeccionismo a encurralar-me, epicura e estoicamente falando. Isso e a inevitável falta de tempo, a azáfama do quotidiano e o simples “não me apetece!”, levaram a que este blog se torna-se um nado morto.

Mas chega do passado. O Zeitgeist vai renascer das cinzas, qual fénix mitológica. Por quanto tempo, não sei. Não faço promessas, porque não sou político nem devoto de nossa senhora de Fátima.

 

Valete, fratres!

sinto-me: Vivo!
música: Down is the new up - Radiohead

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publicado por Helder, em 21.10.08 às 19:20link do post | | | favorito

Bem-vindo ao Zeitgeist, o blog de Hélder Pereira. O Zeitgeist é apenas mais umas das inúmeras ideias infelizes daquele triste sujeito. Se por qualquer infortúnio, o caro cibernauta se deparou com tão  deprimente sítio na Web, quer por mero acidente ou por puro masoquismo intelectual ( se for esse o caso, você é patético!), não tem qualquer escapatória possível. Isto porque os temas a serem futuramente desenvolvidos neste espaço, apesar de bastante rasca, foleiros, degradantes, entediantes e completamente fúteis, possuem um poder quasi-hipnótico para captar a sua atenção. Por isso, vai ter que ler tudo sempre que que vier parar a este repositório para a idiotice( quiçá também a suprema clarividência) do universo.

 

Sendo a ignóbil besta em questão, um ser bastante crítico e insatisfeito com a realidade que o rodeia, será este um espaço propício à regurgitação de desvairadas críticas sobre uma vasta gama de assunto desde música,  filmes, idiotices, o verdadeiro paradeiro da irmã Lúcia, livros, curiosidades, o pequeno-almoço de George W. Bush, mais idiotices, et cetera.

 

Mas que significa afinal Zeitgeist? Pois bem, ai reside o busílis. É um termo alemão, que traduzido à letra, quer dizer " o espírito do tempo", e  significa  o avanço intelectual da sociedade , as suas características genéricas, as correntes de pensamento vigentes, a cultura e os valores num dado período de tempo.

Após este breve definição, que escandalosamente plageia a wikipédia, resta-me acrescentar que Zeitgeist também é o nome de um álbum de Smashing Pumpkins, que o autor deste blog, estava a ouvir no preciso momento de criação do mesmo.

 

Concluindo o assunto em epígrafe, resta ao imberbe indivíduo, autor de tão aberrante página, desejar (em vão), que este se torne num aprazível sítio na Web, repleto de posts interessantíssimos directamente regurgitados da sua estapafúrdia mente. Que este seja o princípio de algo. Algo bom , tipo o princípio do fim.

 

PS: De acordo com o "Hitchiker's Guide to the Galaxy", o sentido da vida é 64, um valor calculado por um supercomputador chamado Terra. Mas fortes pressões exercidas pelo lobby dos psicólogos impedem o mundo de saber a verdade.

 

 

 

 

 

sinto-me: LOL,LOL,LOL,LOL,LOL,LOL
música: Doomsday Clock- The Smashing Pumpkins-Zeitgeist

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